quinta-feira, 28 de outubro de 2021

NÃO PASSARÁ ESTA GERAÇÃO

NÃO PASSARÁ ESTA GERAÇÃO

“Em verdade, eu vos digo, esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam“, Mat 24:34.

“Esta geração” e seu uso indevido exegético preterista.

 O termo “geração” é mais freqüentemente usado no Novo Testamento em um sentido qualitativo (pessoas do mesmo tipo) e não quantitativo (pessoas do mesmo tempo).

A palavra grega para geração é encontrada 37 vezes no Novo Testamento. Apenas cinco deles estão fora dos evangelhos e Atos. Tal como acontece com a maioria das palavras, tem uma gama de significados dependendo do seu contexto. Quando usado no plural, denota “gerações sucessivas de pessoas”, seja no passado ou no futuro, e é usado dessa forma 8 vezes no NT (2).

Dos 29 outros exemplos de seu uso, o termo claramente significa o tempo durante a vida ou era de alguém – duas vezes (Atos 8:33 sobre o Messias e Atos 13:36 sobre a geração de Davi). São os outros 27 casos que serão importantes para nos ajudar a entender como Mateus usou o termo em Mateus 24:34.

Esta passagem é idêntica nos sinópticos: “Em verdade vos digo que esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam ” (Mateus 24:34 ; Lucas 21:32 ; Marcos 13:30), tudo a partir do discurso das Oliveiras. A passagem em Mateus é mais comumente citada pelos preteristas como prova de que as profecias que Jesus deu deveriam ter sido cumpridas dentro de quarenta anos ou uma geração de pessoas então vivas (70 DC eles dizem). Considerado dessa forma, o termo “geração” é apenas um modificador quantitativo de tempo.

Vou fornecer evidências de que essa interpretação está errada. Além desses três casos em disputa, restam 24 outras ocasiões em que genea é usada no Novo Testamento. Estas serão a chave para a compreensão de Mateus 24:34 e os paralelos sinópticos.

O termo genea é usado com mais frequência no Novo Testamento em sentido pejorativo. Nesses casos, quando “geração” é usada pejorativamente (freqüentemente com modificadores como “mal, incrédulo, perverso,” etc.), funciona como uma declaração qualitativa sobre um grupo de pessoas. Embora muitas vezes, mas nem sempre, seja dirigido às pessoas que viviam, a ideia principal é a condição espiritual das pessoas, não o número de anos ou o tempo de vida. O significado nesses casos é “um grupo étnico exibindo semelhanças culturais – ‘pessoas do mesmo tipo” (3).

Quando usado dessa forma no Novo Testamento, as semelhanças são sempre características ruins. Existem alguns casos em que as ideias de “pessoas da mesma época” e “pessoas do mesmo tipo” são combinadas. Por exemplo, em Lucas 11: 29-32 vemos uma caracterização negativa daqueles que exigiram um sinal: “E a medida que as multidões aumentavam, Ele começou a dizer: Esta geração é uma geração iníqua; ela busca um sinal, mas nenhum sinal será dado a ela, exceto o sinal de Jonas. Pois assim como Jonas se tornou um sinal para os ninivitas, o Filho do Homem o será para esta geração. A Rainha do Sul se levantará com os homens desta geração no julgamento e os condenará, porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e eis quem é maior do que Salomão. Os homens de Nínive se levantarão com esta geração no julgamento e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e eis aqui quem é maior do que Jonas”.

Embora se refira claramente àqueles que testemunharam Jesus, mas não creram Nele, a ideia principal é sua maldade – não apenas quando estavam vivos. Digo isso porque “esta geração” não se aplica a todos os judeus ou a todas as pessoas que então viviam. Alguns acreditaram; aqueles não serão condenados no julgamento final.

Surpreendentemente, todos os 24 casos de uso de “geração” no Novo Testamento que não se referem a gerações sucessivas ou obviamente à vida de alguém são qualitativos ou têm um forte componente qualitativo (4). Em nenhum desses usos “geração” significa “todas as pessoas, sem exceção, vivas ao mesmo tempo”, nem significa “todos os judeus, sem exceção”. A ideia qualitativa é vista, por exemplo, nesta passagem: “E seu amo elogiou o mordomo injusto, porque ele agiu astutamente; pois os filhos deste mundo são mais astutos em relação à sua própria espécie do que os filhos da luz” (Lucas 16: 8). A NASB traduziu “ genea – geração” como “espécie”. Paulo usou o termo da mesma forma aqui: “para que sejais irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus irrepreensíveis, no meio de uma geração desonesta e perversa, entre a qual resplandeceis como luzes no mundo”(Filipenses 2:15). Ele está discutindo um tipo de pessoa, não um período da história. Esta passagem se aplica a todos os cristãos ao longo da história da igreja.

Ao realizar uma série de estudos de significado, como estamos fazendo aqui, é de extrema importância saber como o mesmo autor usou um termo, particularmente no mesmo texto e em contextos semelhantes. Portanto, como Mateus usou genea em passagens anteriores a Mateus 24:34, a evidência mais forte de seu significado estão ali. Os primeiros quatro usos (excluindo 1:17 onde o plural é usado referindo-se a uma genética) estão em Mateus 12: 39-45:

“Mas Ele respondeu e disse-lhes: Uma geração má e adúltera anseia por um sinal; e nenhum sinal lhes será dado, exceto o sinal do profeta Jonas; pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra. Os homens de Nínive se levantarão com esta geração no julgamento e a condenarão porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e eis que algo maior do que Jonas está aqui. A Rainha do Sul se levantará com esta geração no julgamento e a condenará, porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e eis que algo maior do que Salomão está aqui. Agora, quando o espírito imundo sai de um homem, ele passa por lugares áridos, buscando descanso, e não o encontra. Então diz: ‘Voltarei para minha casa de onde vim’; e quando chega, encontra-a desocupada, varrida e em ordem. Então ele vai, e leva consigo sete outros espíritos mais perversos do que ele, e eles entram ali; e o último estado desse homem se torna pior do que o primeiro. Assim será também com esta geração má”.

A dimensão qualitativa desses usos é inegável. Foi falado em resposta aos fariseus exigindo um sinal. Sua aplicação não limita a “geração” às pessoas vivas, sejam elas quem forem ou por quanto tempo possam viver, mas se aplica àquelas (como a passagem paralela em Lucas discutida anteriormente) que se recusaram a crer em Cristo e permaneceram sob o julgamento de Deus.

O próximo uso em Mateus está em 16: 4: “Uma geração má e adúltera busca um sinal; e nenhum sinal será dado, exceto o sinal de Jonas. E Ele os deixou e foi embora”. Esta é uma repetição da condenação anterior no capítulo 12 e também caracteriza as pessoas por suas qualidades espirituais não apenas quando viveram na história (pessoas do mesmo tipo é a ideia mais proeminente, não pessoas da mesma época). O sinal de Jonas é uma referência à morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Esse evento é o sinal de que Ele é o Messias. Este sinal se aplica a todas as gerações, não apenas às do primeiro século. Paulo disse: “Os judeus procuram sinais”, mas nós pregamos a Cristo crucificado” (1 Coríntios 1:22, 23) O Calvário se tornou o sinal definitivo e aqueles que rejeitam esse sinal (em qualquer momento da história da igreja) estão sob condenação.

Em Mateus 17:17 lemos: “E Jesus respondeu, e disse: ‘Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei convosco? Quanto tempo lhe devo aturar? Traga-o aqui para mim”. Isso não foi falado diretamente aos discípulos, mas à descrença geral que Ele encontrou em Israel. Alguns estudiosos pensam que “incrédulos e pervertidos” são alusões a Deuteronômio 32: 5, 20 (5). A mesma palavra grega para “perversa” é encontrada tanto em Mateus quanto na LXX de Deuteronômio. A alusão ao Deuteronômio mostra a ideia de solidariedade corporativa. A incredulidade deles quando Jesus estava presente realizando atos poderosos ecoa a descrença daqueles que foram libertos do Egito pelos feitos poderosos de Deus e então resmungaram no deserto. Moisés escreveu: “Eles agiram corruptamente para com Ele. Não são Seus filhos, por causa de seus defeitos; Mas são uma geração perversa e tortuosa” (Deuteronômio 32: 5 -“geração” é genea na LXX). Visto que isso fazia parte do cântico de Moisés, não era apenas para as pessoas então vivas, mas também para as gerações futuras: “Pois eu sei que depois da minha morte agireis perversamente e se desviarão do caminho que eu vos ordenei; e o mal cairá sobre ti nos últimos dias, porque farás o que é mau aos olhos do Senhor, provocando-O à ira com a obra das tuas mãos” (Deuteronômio 31: 9). As pessoas nos dias de Jesus tinham as mesmas características das dos dias de Moisés e continuaram depois da ascensão de Jesus, assim como depois da morte de Moisés.

O próximo uso de genea em Mateus também está em uma passagem que liga as qualidades negativas atuais a pessoas com qualidades semelhantes de outras épocas da história de Israel: “Portanto, eis que vos envio profetas, sábios e escribas; Alguns deles vós matareis e crucificareis, e a outros perseguireis de cidade em cidade, para que caia sobre vós a culpa de todo o sangue justo derramado na terra, do sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de Berequias, a quem mataste entre o templo e o altar. Em verdade vos digo que todas essas coisas hão de vir sobre esta geração” (Mateus 23: 34-36).

Esta passagem é claramente uma cruzada de gerações. Vai do passado distante (o tratamento de Abel por Caim) para o futuro (eis que envio … vós matareis). O que caracteriza “esta geração” em Mateus 23:36 (o uso paralelo mais próximo de genea àquele em Mateus 24:34 ) não é quantos anos certas pessoas viveram, mas suas qualidades espirituais. Aqueles que rejeitaram Jesus e O mataram são da mesma espécie daqueles que mataram os justos ao longo da história do Antigo Testamento e aqueles que matariam os representantes de Jesus no futuro. O que todas essas pessoas têm em comum não é a era da história em que vivem, mas suas características espirituais negativas. Este é um exemplo vívido do uso qualitativo de “geração” em Mateus e em outras partes do Novo Testamento e também no Antigo.

Tendo visto que em Mateus genea é usada qualitativamente, freqüentemente em conexão com adjetivos pejorativos, estabelecemos como Mateus usou o termo dentro de sua gama de significados.

Vamos, portanto, examinar Mateus 24:34 e ver se há razão para acreditar que Mateus mudou repentinamente seu uso. A passagem diz: “Em verdade vos digo que esta geração não passará até que todas essas coisas aconteçam”. Qual geração? Aqueles que por acaso estão vivos, sejam quem forem? A única outra vez que descobrimos que o uso de genea no Novo Testamento é em Atos 8:33 e 13:36, quando está ligado à vida de pessoas especificamente mencionadas (O Messias e Davi). Em todos os outros lugares, o termo “geração”, usado no singular, tem conotações qualitativas. Os preteristas que consideram este incidente em Mateus 24:34 como APENAS quantitativo o fazem contra a evidência contextual em Mateus. Quando Jesus quis fazer uma restrição de tempo, Ele disse “alguns de vocês aqui não provarão a morte até …” (Mateus 16:28) referindo-se provavelmente ao Monte da Transfiguração. Oito usos anteriores em Mateus tinham conotações qualitativas, como mostramos. Por que isso mudaria repentinamente sem aviso prévio? A resposta? Não foi mudado!

Se tomarmos “esta geração” em Mateus 24:34 como significando a mesma coisa que significa em Mateus 23:36 e em outros lugares – judeus rebeldes e incrédulos como sintetizado por sua liderança, então podemos entender isso no contexto da profecia bíblica. Jesus está predizendo que a liderança judaica e a maioria de seus seguidores permaneceriam no cenário da história e permaneceriam em sua condição de descrentes até que as profecias em Mateus 24: 1-33 se cumprissem. Eles então morrerão. Como e por quê? Porque o Messias retornará e trará julgamento sobre os incrédulos, banindo-os do Seu Reino e reunirá o remanescente crente e “todo o Israel será salvo”.

Paulo fez esta declaração importante: “Pois não quero, irmãos, que estejam desinformados deste mistério, para que não sejais sábios em sua própria consciência, que um endurecimento parcial veio a Israel até que a plenitude dos gentios chegasse; e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘O Libertador virá de Sião, removerá de Jacó toda a impiedade”( Romanos 11: 25-26). O endurecimento do Israel nacional, que é o que os torna uma geração desonesta e incrédula, é parcial e temporário.

Sempre houve um remanescente crente. Esses não estão incluídos na “geração da sua ira” (Jeremias 7:29). Aqui está o que Jesus prediz: “O Filho do Homem enviará Seus anjos, e eles recolherão de Seu reino todas as pedras de tropeço e todos os que cometem o mal, e os lançarão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no reino de seu pai. Quem tem ouvidos, ouça” (Mateus 13: 41-43).

O mesmo “Israel” que está parcialmente endurecido agora será “salvo” – o Israel nacional, étnico. Quando o Messias reinar fisicamente na terra, será sobre um Israel justo, não sobre uma geração perversa e má.
 Genea é usado com mais frequência no Novo Testamento como um termo qualitativo do que cronologicamente quantitativo. Nosso estudo em particular do Evangelho de Mateus mostra que Mateus o usa dessa maneira. Também mostramos que considerar o uso em Mateus 24:34 dentro da mesma faixa de significado faz sentido naquele contexto e se ajusta ao que sabemos sobre a profecia bíblica de outras passagens. Portanto, a interpretação preterista típica é inventada e falha em considerar a preponderância de evidências no Novo Testamento para o significado de genea em tais contextos”.

Edição 100 – maio / junho de 2007
Notas finais

1 – Número 77 do CIC; Julho / agosto de 2003HTTP://CICMINISTRY.ORG/COMMENTARY/ISSUE77.HTM

2 – Matt. 1:17; Lucas 1:48, 50; Atos 14:16; 15:21; Eph. 3: 5, 21; Col. 1:26.

3 – Louw, JP e Nida, EA (1996, c1989). Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento: Baseado em domínios semânticos (ed. Eletrônica da 2ª edição.) (1: 111). Nova York: sociedades bíblicas unidas.

4 – Mat 11:16; 12:39, 41, 42, 45; 16: 4; 17:17; 23:36; Marcos 8:12, 38; 9:19; Lucas 7:31; 9:41; 11,29,30,31,32,50,51; 16: 8; 17:25; Atos 2:40; Filipenses 2:15; Heb. 3:10.

5 – “Os adjetivos“ incrédulo ”e“ perverso ”ecoam Dt 32: 5, 20 e sugerem tanto falta de fé quanto imoralidade”. Blomberg, C. (2001, c1992). Vol. 22: Mateus (ed. Eletrônica). Logos Library System; The New American Commentary (267). Nashville: Broadman & Holman Publishers.

– Extraído de A GRANDE CIDADE

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

SÓCRATES E A IMORTALIDADE DA ALMA


SÓCRATES E A IMORTALIDADE DA ALMA

No ano 399 antes da era cristã, o Tribunal dos Heliastas, composto por representantes das dez tribos que compunham a democrata Atenas, reunia-se com seus 501 membros para cumprir uma obrigação bastante difícil.
Representantes do povo, escolhidos aleatoriamente, estavam ali para julgar o filósofo Sócrates.
O pensador era acusado de recusar os deuses do Estado, e de corromper a juventude.
Figura muito controversa, Sócrates era admirado por uns, criticado por outros.
Tinha costume de andar pelas ruas com grupos de jovens, ensinando-os a pensar, a questionar seus próprios conhecimentos sobre as coisas e sobre si mesmos.
Sócrates desenvolveu a arte do diálogo, sempre na procura da verdade no interior do homem.
Seus dizeres “Só sei que nada sei” representam a sapiência maior de um ser, reconhecendo sua ignorância, reconhecendo que precisava aprender, buscar a verdade.
Por isso foi sábio, e além de sábio, deu exemplos de conduta moral inigualáveis.
Viveu na simplicidade e sempre refletiu a respeito do mundo materialista, dos valores ilusórios dos seres, e das crenças vigentes em sua sociedade.
Frente a seus acusadores foi capaz de lhes deixar lições importantíssimas, como quando afirmou:
“Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuideis menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfeição de vossas almas.”
O grande filósofo foi condenado à morte por cerca de 60 votos de diferença.
A grande maioria torcia para que ele tentasse negociar sua pena, assumindo o crime, e tentasse livrar-se da punição capital, com pagamento de algumas moedas.
Com certeza, todos sairiam com as consciências menos culpadas.
Todos, menos Sócrates que, de forma alguma, permitiu-se ir contra seus princípios de moralidade íntimos. Assim, aceitou a pena imposta.
Preso por cerca de 40 dias, teve chance de escapar, dado que seus amigos conseguiram uma forma ilícita de dar-lhe a liberdade.
Não a aceitou. Não permitiu ser desonesto com a lei, por mais que esta o houvesse condenado injustamente. Mais uma vez exemplificou a grandeza de sua alma.
E foram extremamente tranqüilos os últimos instantes de Sócrates na Terra.
Uma calma espantosa invadia seu semblante, e causava admiração em todos que iam visitá-lo.
Indagado a respeito de tal sentimento, o pensador revelou o que lhe animava o espírito:
“Todo homem que chega aonde vou agora, que enorme esperança não terá de que possuirá ali o que buscamos nesta vida com tanto trabalho!
Este é o motivo de que esta viagem que ordenam me traz tão doce esperança.”
Sim, Sócrates tinha a certeza íntima da imortalidade da alma, e deixou isso bem claro em vários momentos de seus diálogos.
A perspicácia de seus pensamentos e reflexões já haviam chegado a tal conclusão lógica.
O grande filósofo partia, certo de que continuaria seu trabalho, de que prosseguiria pensando, dialogando, e de que desvendaria um novo mundo, uma nova perspectiva da vida, que é uma só, sem morte, sem destruição.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Por que dividimos a hora em 60 minutos e o dia em 24 horas?


O nosso modo de divisão veio dos Sumérios. Os Sumérios olharam para o céu para inventar o sistema de tempo que usamos até hoje. É curioso que a gente divida as horas em 60 minutos e os dias em 24 horas. Mas por que não usamos um múltiplo de 10 ou 12? 

A resposta é porque os inventores do tempo não operaram em um sistema decimal (base 10) ou duodecimal (base 12), mas em um sistema sexagesimal (base 60).

Para os antigos inventores sumérios que primeiro dividiram os movimentos do céu em intervalos contáveis, 60 era o número perfeito e ideal porque ele pode ser dividido em 1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20 e 30 partes iguais. 

Além disso, os astrônomos antigos acreditavam que havia 360 dias em um ano, um número que se encaixaria perfeitamente em seis vezes. O Império Sumério não durou muito, no entanto, por mais de 5.000 anos, o mundo manteve seu modo de classificar a delimitação do tempo.


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Os 14 Maiores Escritores dos últimos Tempos!

1. Machado de Assis (1839-1908)
Machado de Assis
Falar de literatura brasileira e não citar o nome de Machado de Assis seria um crime. De origem humilde, filho de um pintor de paredes com uma imigrante açoriana, Machado enfrentou desde a mais tenra infância uma série de barreiras. Ele passou por dificuldades econômicas, ficou órfão cedo, também perdeu a irmã e teve que conviver com uma terrível epilepsia.

Mas superadas todas essas barreiras, se tornou um dos maiores nomes da literatura lusófona. Seu primeiro emprego foi aos 15 anos, na Imprensa Nacional, onde atuou como aprendiz de tipógrafo. Foi naquele ambiente que começou a dar os primeiros passos no mundo da escrita.

O primeiro poema publicado por Machado foi Ela, lançado no jornal Marmota Fluminense quando o novato tinha apenas 16 anos. Nesse mesmo jornal, atuou como revisor antes de começar a colaborar regularmente. Logo, virou colaborador de uma série de outros jornais - o Correio Mercantil, o Jornal do Comércio, a Gazeta de Notícias e a Revista Ilustrada.

Em paralelo, seguiu escrevendo ficção tendo publicado seu primeiro romance, Ressurreição, em 1872.

Machado continuou escrevendo até os seus últimos dias e teve uma vida inteira dedicada à literatura.

Conheça mais sobre o percurso de Machado de Assis.

2. José Saramago (1922-2010)
José Saramago
Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, é preciso dizer mais alguma coisa? José Saramago colecionou uma série de prêmios ao longo da vida como, por exemplo, o Camões.

Nascido em Santarém e criado em Lisboa, Saramago era filho de camponeses e se formou no ensino técnico como serralheiro mecânico. Para se sustentar, também trabalhou como funcionário público na área da saúde e da Previdência Social.

Seu primeiro romance foi publicado em 1947 e se chamava Terra do Pecado. Conforme foi se inteirando do meio, conseguiu trabalhos mais especializados como jornalista, tradutor e até diretor literário de uma editora. Em paralelo, seguia colaborando em diversas revistas e jornais.

Além de romances e crônicas, Saramago também escreveu poesia e se dedicou ao teatro.

Entre as suas obras mais celebradas estão Levantando do Chão (1980), Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) e História do Cerco de Lisboa (1989).

Descubra a vida e a obra de José Saramago.

3. William Shakespeare (1564-1616)
William Shakespeare
O nome por trás dos maiores clássicos do teatro - Hamlet, Othelo, Macbeth e Romeu e Julieta - é o de William Shakespeare, um nome incontornável da dramaturgia.

O escritor inglês começou a trabalhar quando tinha 13 anos depois de uma súbita falência da família. Quando se mudou para Londres, trabalhou como guardador de cavalos na porta do primeiro teatro da cidade. Foi lá que começou a a dar seus primeiros passos nos bastidores e representando papéis menores.

Bem relacionado, conseguiu alcançar o cargo de copista oficial da companhia de teatro. Ao todo, o escritor compôs 37 peças teatrais e 154 sonetos.

Conheça mais sobre William Shakespeare.

4. Fiódor Dostoiévski (1821-1881) 
Fiódor Dostoiévski 
Fiódor Dostoiévski escreveu obras-primas como Os Irmãos Karamázov (1880) e Crime e Castigo (1866).

Nascido na capital da Rússia, ficou órfão de mãe ainda cedo e teve o pai assassinado quando tinha 18 anos. Se formou em engenharia e começou a carreira literária fazendo traduções de obras de Balzac e Schiller.

Seus romances abordam questões existenciais e temas ligados à humilhação, culpa, suicídio, loucura e estados patológicos humanos. Apesar de ter a estabilidade de um cargo público, pediu demissão em 1944 para se dedicar exclusivamente ao seu primeiro romance, que veio a ser publicado dois anos mais tarde.

Uma curiosidade inusitada: Dostoiévski foi preso por motivos políticos e ficou em cárcere sob ameaça da condenação à pena de morte. Apenas no último minuto teve a pena alterada para deportação, tendo por isso vivido cinco anos na Sibéria cumprindo trabalhos forçados e depois mais cinco anos como soldado.

Conheça tudo sobre a interessantíssima vida de Fiódor Dostoiévski.

5. Jorge Luís Borges (1899-1986)
Jorge Luís Borges
Um dos maiores nomes da literatura latino americana é o do escritor Jorge Luís Borges. Nascido na capital da argentina, Borges atuou durante toda a sua vida como poeta, escritor e crítico literário.

Pasme: o primeiro conto do autor foi escrito quando ele tinha apenas 9 anos! La Visera Fatal foi inspirado em um episódio do clássico Dom Quixote.

Aos 15 anos Borges se mudou com a família para a Europa - primeiro viveram na Suíça e depois na Espanha.

Quando regressou ao seu país de origem, publicou seu primeiro livro de poemas, Fervor de Buenos Aires (1923), com inspiração surrealista. Em 1937 tornou-se diretor da Biblioteca Nacional e acabou por permanecer na instituição durante nove anos.

Borges nunca deixou de escrever e deixou como legado grandes obras como O Aleph (1943). O autor argentino também colecionou prêmios nacionais e internacionais.

Descubra mais sobre Jorge Luís Borges.

6. Franz Kafka (1883-1924)
Franz Kafka
Socialista, ateu, judeu e sionista, Kafka foi criado no berço de uma abastada família de comerciantes e se formou em direito em 1906.

Nascido em Praga, trabalhou em uma companhia de seguro, mas acabou por dedicar toda a sua vida à literatura. Suas obras foram publicadas em alemão e praticamente todas postumamente.

Com uma escritura dura e crua, seus livros entraram para o cânone ocidental. É da autoria dele os clássicos O Processo (1925), A Metamorfose (1916) e O Castelo (1926).

Seu estilo de escrita é marcado pelo realismo, pela crueza e pelo profundo detalhamento com que narra situações incomuns. Na obra O Processo (1925), por exemplo, o personagem principal é preso, julgado e executado por um crime que desconhece.

Nas suas obras há frequentemente um conflito entre os personagens e as instituições de poder, um embate que deixa clara a impotência do ser humano.

Que tal esmiuçar a trajetória de Franz Kafka?

7. Gabriel García Márquez (1927-2014) 
Gabriel García Márquez 
O colombiano Gabriel García Márquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982. Mais do que merecido, ele é a mente brilhante por trás de Cem Anos de Solidão (1967), Crônicas de Uma Morte Anunciada (1982) e Memórias de Minhas Putas Tristes (2004).

Gabriel resolveu que queria ser escritor quando tinha 17 anos, depois de ler A Metamorfose, um clássico do escritor aqui de cima, Franz Kafka. Mesmo sabendo da sua vocação, ainda assim cursou Direito e Ciência Política na Universidade Nacional da Colômbia.

Não concluiu o curso porque foi interrompido pelo "bichinho" da literatura e publicou seu primeiro conto A Terceira Resignação, no jornal El Espectador.

Em 1948, começou a atuar como jornalista em Cartagena. O primeiro romance - A Revoada - foi lançado em 1955. Sete anos mais tarde, mudou-se para os Estados Unidos onde atuou como correspondente.

Como se envolveu com o Partido Comunista e estreitou relações com Fidel Castro, Gabriel foi perseguido e não pode permanecer na América, tendo se exilado no México.

Espreite a biografia de Gabriel García Márquez.

8. Federico García Lorca (1898-1936)
Federico García Lorca
Um dos grandes destaques da literatura espanhola, Federico García Lorca é um dos astros do teatro e da poesia do século XX.

Nascido em Granada, filho de um empresário com uma professora, se formou em Direito profundamente influenciado pelos pais. Lorca já sabia qual era a sua vocação - a poesia -, mas ainda assim entrou para o curso para agradar os familiares.

Seu primeiro livro - Impressões e Paisagens (1918) - foi patrocinado pelo pai. Quando se mudou para Madrid, passou a ter ainda mais visibilidade e fez amizade com grandes nomes da intelectualidade espanhola como Salvador Dalí e Luís Buñuel.

Lorca revolucionou a sua geração ao lançar em 1920 a improvável peça O Malefício da Mariposa. Apesar de ter escrito muito para teatro, foi na poesia que fez o seu nome a partir da publicação do Livro de Poemas (1921).

O escritor morreu de modo trágico quando estava no topo da carreira: por representar uma oposição ao governo do general Francisco Franco foi fuzilado.

Leia mais sobre Federico García Lorca.

9. Charles Bukowski (1920-1994)
Charles Bukowski
Nascido na Alemanha, embora consagrado nos Estados Unidos, Henry Charles Bukowski Jr. escreveu seus primeiros poemas quando tinha 15 anos.

Interessado em escrita, entrou para o curso de Literatura na Los Angeles City College e lá ficou por dois anos.

Em 1944 publicou o seu primeiro conto (Aftermath of a Length of a Rejectio Slip) na Story Magazine. Seguiu escrevendo e publicando, embora ao longo dos anos acabasse frustrado com o não reconhecimento do seu trabalho.

Começou então a trabalhar como carteiro e aceitou alguns empregos temporários aleatórios. Rapidamente foi consumido pelo álcool e enfrentou problemas graves com a bebida.

Publicou uma série de poemas em revistas de literatura e conseguiu, em 1969, finalmente se dedicar só aos seus livros. Entre os seus trabalhos principais estão Notas de Um Velho Safado, O Amor é Um Cão dos Diabos e Crônicas de Um Amor Louco.

Conheça melhor a história de vida de Charles Bukowski.

10. Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944)
Antoine de Saint-Exupéry
Como dizer o nome desse senhor e não ser imediatamente transportado para a infância? Antoine de Saint-Exupéry, o autor do clássico O Pequeno Príncipe (1943), nasceu em Lyon (França) no berço de uma família de condes que empobreceu.

Aos 21 anos entrou para o serviço militar. Ele havia tentado ingressar na Escola Naval, mas foi reprovado, tendo entrado somente no Regimento de Aviação de Estrasburgo onde se tornou piloto civil e subtenente da reserva.

Cinco anos mais tarde, foi trabalhar como piloto da Aéropostale. É desse período o livro O Aviador (1926). Três anos depois, foi a vez de lançar Correio do Sul (1929). Antoine dividia seu tempo entre a aviação e a literatura. Ah! O rapaz também era desenhista amador.

Sua obra-prima foi escrita em 1943, a convite de editores americanos que o desafiaram a escrever para crianças. Sucesso na América, o clássico foi se espalhando ao redor do globo e até os dias de hoje é dos livros mais vendidos do planeta.

Fique por dentro da história de Antoine de Saint-Exupéry.

11. Clarice Lispector (1920-1977) 
Clarice Lispector
Clarice nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, mas, como se mudou para o Brasil muito pequena - aos seis anos -, sempre se considerou brasileira. Dona de uma prosa de tirar o fôlego, seu estilo reflexivo, poético, denso e filosófico fez com que garantisse um lugar de destaque na literatura brasileira. 

Lembra do romance A hora da estrela? Então, é dela! Clarice também escreveu outros clássicos como Laços de família e A paixão segundo G.H. A escritora começou a carreira escrevendo pequenos contos. Formada em Direito, não chegou a advogar e trabalhou como redatora da Agência Nacional.

Além da ocupação como jornalista, Clarice foi publicando romances, coletâneas de contos, crônicas e livros infantis. Profundamente celebrada em vida, a escritora chegou a ganhar uma série de prêmios. 

Saiba mais sobre o percurso de Clarice Lispector.

12. Luís de Camões (1524-1580)
Camoes
O pai da literatura portuguesa, como costuma ser chamado, é o nome por trás da obra Os Lusíadas, um dos maiores poemas épicos de todos os tempos. A extensa obra, que canta as glórias do povo português, é o seu trabalho de maior sucesso - embora Camões também tenha ficado muito conhecido pelos seus sonetos.

Nascido em Lisboa, a vida de Camões foi deveras agitada tendo o escritor sido um típico exemplar de criador de casos. Boêmio, devasso, com uma vida inquieta, Camões colecionou amores, foi preso, se meteu em uma série de encrencas, chegou a ser desterrado por causa de uma briga. Viveu em África, guerreou em Celta e perdeu um olho lutando contra os mouros. Sua agitada vida é quase tão interessante quanto a sua obra.

Conheça a vida e a obra de Luís de Camões.

13. Monteiro Lobato (1882-1948)
Lobato
Um dos maiores nomes da literatura infantil de todos os tempos, Monteiro Lobato foi inovador num período em que pouco ou nada se produzia para crianças na América Latina.

Depois de ter filhos, Lobato, que já escrevia, se viu em apuros para conseguir encontrar livros interessantes para entreterem as crianças. Como não os encontrou a venda, resolveu escreve-los. 

Escritor, jornalista, editor, Monteiro Lobato viveu uma vida dedicada à literatura e procurou, sempre que pode, exaltar a cultura nacional. Dono de uma opinião forte, em algumas circunstâncias, se meteu em uma série de polêmicas. 

1. IS Silva (1983) Cachoeira.
Apesar de não ser tão conhecido, é um escritor, teólogo, se formou em hebraico antigo e moderno pelo instituto de idioma Polycenter, em 6 meses já dominava a escrita hebraica. Uma de suas marcas é os neologismos deixados em suas obras! 

quarta-feira, 25 de março de 2020

OS 7 SELOS DO APOCALIPSE

O que são os sete selos no livro do  apocalipse?

Os sete selos do apocalipse são uma profecia sobre eventos que vão acontecer nos últimos tempos. Cada selo representa uma parte dos eventos do fim do sistema que hoje governa o mundo.
Na visão de Apocalipse 5:1, João viu um livro (um grande pergaminho enrolado) na mão de Deus. O livro estava selado com sete selos, que ninguém podia quebrar. Antigamente, selos eram usados para proteger documentos. Ninguém conseguia ler o documento sem quebrar o selo. Como ninguém conseguia quebrar os selos, ninguém conseguia ler o livro. É de suma importância entendermos que Deus escreveu tudo , isso reforça que esses eventos com certeza irão acontecer.
A pergunta, porque 7 e não outro número, sete é tido como perfeição mais vai além disso, sete se refere a conclusão e isso quer dizer que a profecia é perfeita e conclusiva.
Apenas o Cordeiro (Jesus) conseguia quebrar os selos e ler o livro. À medida que abria cada selo, coisas importantes aconteciam na terra e no Céu:

1º selo

Quando o Cordeiro abriu o 1º selo, um ser na presença de Deus disse “venha” e apareceu um cavaleiro montado em um cavalo branco. Ele tinha um arco e uma coroa e saiu para vencer (Apocalipse 6:1-2).

2º selo

Outro ser na presença de Deus disse “venha” e apareceu um cavalo vermelho. Seu cavaleiro tinha uma espada e causou lutas entre as pessoas (Apocalipse 6:3-4).

3º selo

O terceiro ser disse “venha” e um cavalo preto surgiu. O cavaleiro segurava uma balança e uma voz declarou o preço alto da comida nessa época (Apocalipse 6:5-6).

4º selo

O quarto ser disse “venha” e veio a Morte montada em um cavalo amarelo, seguidos pelo Hades. Eles mataram um quarto da população da terra de várias maneiras (Apocalipse 6:7-8).

5º selo

Quando o 5º selo foi aberto, João viu as almas de pessoas mortas por causa do evangelho, que estavam debaixo do altar. O altar era o lugar no templo onde se derramava o sangue dos sacrifícios. Essas pessoas tinham sacrificado suas vidas por amor a Deus.
Os mártires perguntavam a Deus quando Ele iria fazer justiça. Cada um recebeu uma veste branca e foi-lhes dito que esperassem mais um pouco, porque ainda havia mais alguns cristãos que iriam ser mortos por sua fé (Apocalipse 6:10-11).

6º selo

Um grande terremoto abalou a terra quando o 6º selo foi aberto. O sol escureceu, a lua ficou vermelha, estrelas caíram do céu e montanhas e ilhas se moveram. No meio dessa confusão, todas as pessoas na terra se esconderam debaixo da terra. Eles gritavam pela morte, porque a devastação era terrível (Apocalipse 6:15-16).
Entre o 6º e 7º selos há uma visão de pessoas fiéis a Deus sendo seladas, para sua proteção. O selo de Deus nas suas testas mostra que pertence a Deus, e se está selado também estarão guardados e protegidos pois algo selado é restrito é como o livro  que só o Cordeiro pode abrir.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

CIENTISTAS TEÓLOGOS QUE REVOLUCIONARAM A CIÊNCIA

CIENTISTAS TEÓLOGOS
QUE REVOLUCIONARAM A CIÊNCIA

 A própria história comprova que a igreja cristã não impediu o progresso cientifico, na verdade impulsionou o avanço da ciência moderna e contribuiu como nenhuma outra instituição para o desenvolvimento da ciência se tornando a maior patrona e a melhor protetora do conhecimento cientifico.
Embora haja alguns casos isolados, onde os fatos infelizmente foram bastante deturpados – a exemplo de Galileu. Contudo, diversos historiadores conceituados reconhecem atualmente que igreja cristã nunca foi uma opositora, mas sim a maior apoiadora da ciência.
O livro “Cientistas de Batina” apresenta a grande contribuição de célebres teólogos cristãos para o desenvolvimento do método cientifico e todo o avanço da ciência moderna.
Apresentaremos a seguir, uma breve relação de apenas alguns entre tantos teólogos cristãos que também foram cientistas, alguns desses doutores da ciência e mestres da teologia, também exerceram o sacerdócio de ordem católica e protestante.
Vejamos um pouco do legado desses grandes homens:

Roger Bacon – (1214 – 1294)

O inglês é considerado como o pai do método científico. Ele foi filósofo, cientista, doutor em teologia e um influente padre Franciscano padre e serviu a escola de Oxford como um grande mestre. Dedicou tanto a ciência que recebeu o título de “Doctor Mirrabilis” – Doutor admirável.
Jean Buridan – (1300 – 1358)
O francês é considerado como o pai da teoria do ímpeto. Responsável por desenvolver a teoria do impulso o que se tornou uma grande descoberta para o conceito moderno da lei da inercia. Ele foi um padre católico e um dos filósofos mais influentes do final da Idade Média.

Nicolau Copérnico – (1473 – 1543)

Nicolau Copérnico. (Foto: Wikimedia Commons)
O polonês é considerado como o um dos pais da astronomia moderna. Responsável por publicar a teoria do heliocentrismo. Ele foi um cientista astrônomo, médico, matemático e teólogo cristão.

Johannes Kepler – (1571 – 1630)

O alemão é considerado um dos mais importantes astrônomos de todos os tempos. As três leis de Kepler sobre o movimento planetário são válidas e estudadas ainda hoje. Ele foi um brilhante matemático e um exímio acadêmico de teologia.

Marin Mersenne – (1588 – 1648)

O francês é considerado o pai da acústica. O asteróide “8191 Mersenne”, recebeu esse nome em sua homenagem. Ele foi um brilhante matemático, músico, teólogo e padre franciscano.

Jan Amos Comenius – (1592 – 1670)

O checo é considerado o pai da didática moderna: Considerado um dos maiores educadores da história, responsável direto pela: “didática magna” e inventor da ciência pedagógica. Ele foi um cientista, pedagogo, teólogo protestante e bispo da igreja.

Robert Boyle – (1627 – 1691)

O irlandês é considerado como o pai da química moderna. Respeitado como o mais brilhante químico, autor da lei de Boyle. Ele foi um filosofo naturalista, físico, cientista e teólogo protestante que estudava a bíblia nas línguas originais e patrocinou a tradução das escrituras para diversos povos.

Francis Bacon – (1561 – 1626)

O inglês é considerado como o pai do método experimental. Respeitado com um dos fundadores do método indutivo de investigação científica. Ele foi um filósofo, estadista, jurista, teólogo, cientista medieval e um frade Franciscano.

Nicolau Steno – (1638 – 1686)

O dinamarquês é considerado o pai da estratigrafia. Responsável por estabelecer os princípios básicos da geologia. Ele foi um médico, geólogo, teólogo e bispo católico.
Isaac Newton – (1643 – 1727)
Isaac Newton. (Foto: Getty Images/Hulton Fine Art Collection/Imagno)
O inglês é considerado como o pai da ciência moderna. Respeitado por muitos como “o maior cientista de todos os tempos”. Ele foi um filósofo, físico, matemático, astrônomo e teólogo protestante.

John Flamsteed – (1646 – 1719)

O inglês é considerado o primeiro astrônomo real da Inglaterra. Foi um filósofo, astrônomo e teólogo

Stephen Hales – (1677 – 1761)

O inglês é considerado o pai da fisiologia vegetal. Foi um notável Inventor, fisiologista, químico, teólogo e pastor protestante.

Thomas Bayes – (1701 – 1761)

O inglês é responsável por desenvolver o teorema de Bayes. Ele foi um ilustre matemático, filósofo, teólogo e pastor presbiteriano.

Carolus Linnaeus – (1707 – 1778)

O sueco é considerado o pai da taxonomia moderna. Responsável por criar a nomenclatura binomial e a classificação científica. Ele foi um ilustre botânico, zoólogo, médico e um teólogo natural.

Robert Boscovich – (1711 – 1787)

Robert Boscovich. (Foto: Reprodução / Facebook)
O croata é considerado como o pai da teoria atômica moderna. Ele foi um físico, astrônomo, matemático, filósofo, teólogo e padre jesuíta.

John Michel – (1724 – 1793)

O inglês é considerado o pai da sismologia. O primeiro homem a comentar sobre a existência de buracos negros, e isso há 200 anos antes de serem descobertos. Ele foi um geólogo, astrônomo, teólogo e pastor anglicano.

William Paley – (1743 – 1805)

O inglês é considerado um dos maiores professores da universidade de Cambridge. Ele foi reitor acadêmico, filósofo, teólogo e um dos maiores apologista da fé cristã.

William Kirby – (1759 – 1850)

O inglês é considerado o pai da entomologia. Responsável por ser membro fundador da influente Linnean Society of London. Ele foi um cientista, teólogo naturalista e pastor protestante.

Charles Bells – (1774-1842)

O escocês é considerado como o pai da farmacologia experimental. Ele foi um cientista, anatomista, cirurgião, fisiólogo e teólogo natural.

Charles Babbage – (1792 – 1971)

O inglês é considerado como o pai do computador. Ele foi um cientista, matemático, engenheiro mecânico, teólogo natural e um apologista cristão.

William Whewell – (1794 – 1866)

O inglês é considerado como o pai do termo cientista. Responsável por ter criado o termo: “cientista”, o que outrora era conhecido somente pela expressão: “filósofos naturais”. Ele foi um filósofo, cientista, teólogo, polímata e pastor anglicano.

Louis Agassiz – (1807 – 1873)

O suíço é considerado como o pai da ciência glacial. Ele foi um zoólogo, geólogo e teólogo cristão.

Gregor Mendel – (1822 – 1884)

O austríaco é considerado o pai da genética. Respeitado como o maior “padre cientista” da história. Ele foi um cientista, biólogo, botânico, teólogo e monge agostiniano.

John Charlton Polkinghorne – (1930 – )

O inglês é atualmente um dos maiores representantes da relação entre ciência e religião. Ele é um físico, teólogo e sacerdote anglicano.
Enfim, a relação dos teólogos cristãos que também foram cientistas é imensa, sobretudo a contribuição desses grandes homens para o desenvolvimento de toda a civilização, é algo surpreendente que se encontra presente em todas as áreas da sociedade e ramos da ciência.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Linhas de Interpretação Escatológicas

Linhas de Interpretação  Escatológicas 



Pré-Tribulacionismo, Pós-Tribulacionismo e Meso-Tribulacionismo

Pré-Tribulacionismo, Pós-Tribulacionismoa e Meso-Tribulacionismo são as diferentes posições acerca do Arrebatamento da Igreja, e dividem opiniões entre os cristãos, como praticamente todos os assuntos dentro da Escatologia Bíblica.

Neste texto, veremos resumidamente cada uma destas visões, porém o mais importante nessa discussão é que Cristo voltará, e sobre isto, as três interpretações concordam, embora discordem da cronologia do evento. Saiba também quais são as diferentes correntes escatológicas.

Pré-Tribulacionismo
Essa visão defende que a volta de Cristo se divide em duas etapas: secretamente para buscar a Igreja, e em glória, sendo visível a todos após o período de grande tribulação. É por conta desse arrebatamento secreto que essa posição é chamada de Pré-Tribulacionismo.

O Pré-Tribulacionismo está diretamente ligado ao Dispensacionalismo Clássico, e ao método futurista e literal de interpretação do Apocalipse, embora nem todos que adotam o método futurista são Dispensacionalistas Clássicos. Existem muitos futuristas que são Pré-Milenistas Pós-Tribulacionistas. Conheça os métodos de interpretação do Apocalipse.

No Pré-Tribulacionismo, geralmente existe uma completa distinção entre a Igreja e Israel. Os pré-tribulacionistas dizem que, basicamente, Jesus veio para os judeus, porém os judeus O rejeitaram, e, então, ele suspendeu temporariamente seus planos para Israel, e é aí que aparece a Igreja, como uma espécie de “parêntese” na história.

Portanto, como existe um plano especial para Israel, a Igreja será tirada da terra antes da grande tribulação, que será um período onde a ira de Deus será derramada sobre os ímpios que ficaram na terra, e também um momento especifico no tratamento de Deus com Israel.

No Pré-Tribulacionismo, como existe essa distinção entre os dois povos, e a Igreja não tem nada a ver com o tratado de Deus a respeito de Israel, então ela não poderá estar na terra nesse momento. Esse período de grande tribulação durará sete anos, considerando uma abordagem das setenta semanas de Daniel (Dn 9) e um esquema de leitura do livro do Apocalipse (principalmente o capítulo 13), que no caso seria propriamente a septuagésima semana.

Os textos mais utilizados para defender o arrebatamento pré-tribulacionista são: Romanos 8:1, 1 Coríntios 15:51, 1 Tessalonicenses 1:10; 4:17;5:9 e Apocalipse 3:10. Outro argumento muito usado é que, após o capítulo 3, a palavra “Igreja” não é mais encontrada no livro de Apocalipse até aparecer novamente no final do livro. Dentro dessa linha de interpretação, durante o período de grande tribulação a Igreja estará no céu participando das Bodas do Cordeiro.

Meso-Tribulacionismo
O Meso-Tribulacionismo defende que a Igreja será arrebatada no meio da grande tribulação. Sendo a tribulação um período de sete anos, então haverá três anos e meio de paz e três anos e meio de muita dificuldade. Esse sistema tem muita similaridade com o Pré-Tribulacionismo, porém se difere na ideia de que o arrebatamento ocorrerá quando os três anos e meio de paz terminarem. Existem meso-tribulacionistas que defendem que a grande tribulação não terá necessariamente sete anos de duração.

A principal defesa do Meso-Tribulacionismo é uma cronologia dada em 2 Tessalonicenses 2:1-3, onde o Anticristo parece ser revelado antes do arrebatamento da Igreja, além de uma combinação entre a trombeta de 1 Coríntios 15:52 com a trombeta de Apocalipse 11:15.

Pós-Tribulacionismo
O Pós-Tribulacionismo defende que o arrebatamento e a segunda vinda de Cristo tratam-se de um único evento, e que ocorrerá após o período de grande tribulação. Nessa interpretação, a Igreja passará pela grande tribulação, que não precisa ser necessariamente um período de sete anos. Dentro do Pós-Tribulacionismo existem Amilenistas, Pós-Milenistas e Pré-Milenistas que defendem tal posição.

Os principais argumentos pós-tribulacionistas se baseiam em:

Jesus em Seu Sermão Escatológico nos Evangelhos de Mateus (24), Marcos (13) e Lucas (21), deixou claro que só voltaria após o período de grande tribulação.
Em 2 Tessalonicenses 2:3, o apóstolo Paulo afirma que antes de Cristo voltar o Anticristo se manifestará.
2 Pedro 3, o apóstolo Pedro também descreve a vinda de Cristo como um evento único.
No livro do Apocalipse em nenhum momento é mencionado duas fases da volta de Jesus, e quando a segunda vinda é descrita, ela ocorre após o período de tribulação.

NÃO PASSARÁ ESTA GERAÇÃO

NÃO PASSARÁ ESTA GERAÇÃO “Em verdade, eu vos digo, esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam“, Mat 24:34. “Esta geração”...